Um guerreiro sempre consegue equilibrar rigor e misericórdia. Para atingir seu sonho precisa de uma vontade firme – e de uma imensa capacidade de entrega. Embora tenha um objetivo, nem sempre o caminho para atingi-lo é aquele que imagina: por isso, o guerreiro usa a disciplina e a compaixão.
Ele não está sentado no conforto de sua tenda, observando o que acontece no mundo, mas aceitando casa desafio como uma oportunidade para transformar a si mesmo. O guerreiro transforma seu pensamento em ação. Algumas vezes ele erra e paga – sem reclamar – o preço de seu erro. Outras vezes desvia-se do caminho e perde muito tempo voltando ao destino original. Mas um guerreiro não se distrai porque sabe o que está procurando.
Um guerreiro não adia suas decisões. Ele reflete bastante antes de agir. Procura manter a serenidade e analisa cada passo como se fosse o mais importante. Entretanto, no momento que toma uma decisão, o guerreiro segue adiante: não tem mais dúvidas sobre o que escolheu, nem muda o percurso se as circunstâncias forem diferentes do que imaginava. Tudo o que faz é adaptar-se ao caminho, às vezes agindo com a solidez de uma rocha, às vezes deixando-se levar como as águas de um rio que sabe aonde vai.
Se sua decisão foi correta, vencerá o combate – mesmo que dure o mais que o previsto. Se sua decisão foi errada, ele será derrotado, e terá que recomeçar tudo de novo – com mais sabedoria. Mas um guerreiro quando começa, vai até o fim.
Um guerreiro quando está em terreno plano e tudo à sua volta encontra-se em harmonia, ele se mantém estável. Quando, porem, o colocam em terreno inclinado, e nada à sua volta demonstra qualquer respeito e equilíbrio por seu trabalho, ele revela sua força, rolando em direção ao inimigo que ameaça sua escolha. Sem crueldade, mas com decisão, um guerreiro não se deixa paralisar por seus adversários.
Hoje em dia, essas características podem ser facilmente veiculadas a um artista de teatro no Brasil. Enfrentar as adversidades e trombadas que perduram no nosso teatro é realmente um combate, onde os fortes sempre vencem – e nem sempre o forte é aquele austero, arrogante e intransigente.
Um bom guerreiro pensa no bom combate e na paz ao mesmo tempo e sabe agir de acordo com as circunstancias.


Bravo, Victor!!! Bravo!!! Somos mesmo Guerreiros por insistirmos com o Teatro ante as absurdas condições de produção no Brasil, em especial, por incrível que pareça, no Rio de Janeiro, onde só quem está na TV tem alguma chance. Sejamos Guerreiros, meu irmão... E vamos matar quantos leões precisarmos por dia... Assumimos as conseqüências por amor à arte! Bravo!!!
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